24 de novembro de 2008

A menina e o arco íris
Todo dia, a menina corria o quintal, procurando um arco-íris. Corria olhando para o alto, tropeçava e caia. Toda vez que se machucava, vinha chorando uma cor. Um dia, chorou o anil até esvazia-lo dos olhos. Depois, chorou laranja, chorou vermelho e azul. Chorou verde. Violeta. Amarelo e até transparente! Chorou todas as cores que tinha, todas as cores de dentro. Então, abriu os olhos e nem o arco-íris, ela viu. Não viu flores e borboletas. Não viu árvores e passarinhos. Pensando que era ainda noite, deitou-se na cama e dormiu. Pensando que era tudo escuro, nem levantar-se ela quis! Ficou dormindo cinzenta, por dias e noites sem fim... Foi quando um sonho, tão colorido, derramou-se dentro dela! Tingiu o travesseiro e a fronha, o lençol e o pijaminha. Tingiu a meia e o quarto. Tingiu as casas e os ninhos! A menina abriu a janela e viu que hoje não tinha arco-íris. Mas tinha o desenho das nuvens. Tinha as flores e um passarinho.
por Rita Apoena



A foto é da Amèlie me fez lembrar muito esse poema. As vezes a gente procura tanto um arco-íris que coisas mais importantes, mais vivas estão bem ao nosso alcance. Momento de profundidade! rs
Mas enfim... :)

Um comentário:

Unknown disse...

concordo com vc Manu...as vezes a gente fica olhando lá longe...algo mto mais bonito e grandioso(aparentemente) e nos esquecemos de ver que proximo a nós tb estão coisas bonitas e grandiosas, que infelizmente perdemos por não sabermos aproveitas o que está perto.Besitos.