11 de novembro de 2010

A chuva

Da janela Ela via por entre os respingos uma tarde cinzenta. Pessoas correndo, guarda-chuvas se abrindo... Sempre gostou de tempestades. Sentia que assim um pouco daquilo que se guardava por dentro, na parte mais escondida, mais dolorida; ia embora com a exurrada. Só sentia.
Ja acostumara, a ver aquele movimento. Mas Ela nem se movia. Deixava-se molhar mesmo que em pensamento. Fechava os olhos e assim os mantinha até conseguisse pegar os maiores pingos, os pingos de felicidade. Sede do inesgotável.

Manuela.

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2 comentários:

laiz disse...

hummm... muito bom!!!

Babi disse...

Adorei seu blog.
Continuarei lendo
Espero sua visita ;*